O Presidente russo, Vladimir Putin, admitiu publicamente pela primeira vez que as defesas aéreas russas abateram um avião de passageiros da Azerbaijan Airlines em dezembro de 2024, provocando a morte de 38 pessoas. Durante um encontro em Dushanbe com o Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, Putin comprometeu-se a compensar as famílias das vítimas.

O Embraer E190AR, com matrícula 4K-AZ65, realizava o voo entre Bacu e Grozny quando foi atingido por um míssil Pantsir-S russo sobre Aktau, no Cazaquistão, a 25 de dezembro de 2024. Vinte e nove pessoas sobreviveram, graças aos esforços heroicos da tripulação — que acabou por não resistir.

As autoridades azeris sempre sustentaram que as forças russas dispararam o míssil durante operações com drones nas proximidades da Chechénia. De acordo com relatórios, o sinal GPS do avião terá sido bloqueado e o aparelho foi impedido de aterrar em território russo após ser atingido.

A admissão de Putin surge após meses de tensões diplomáticas. Aliyev acusara Moscovo de tentar “encobrir” o incidente e, em julho de 2025, anunciou a intenção de recorrer aos tribunais internacionais.

Esta confissão representa uma mudança significativa de posição, uma vez que o Presidente russo anteriormente descrevera o desastre apenas como um “incidente trágico”, sem reconhecer responsabilidade direta.