O governo norte-americano propôs uma nova medida que poderá impedir as companhias aéreas chinesas de utilizar o espaço aéreo russo nas ligações entre a China e os EUA.
De acordo com o Departamento de Transportes dos Estados Unidos (DoT), a possibilidade de as transportadoras chinesas voarem sobre território russo, enquanto as companhias americanas estão proibidas de o fazer, cria “um fator competitivo injusto” e “um desequilíbrio significativo” no mercado.
A proposta surge num contexto de tensões crescentes entre Washington e Pequim, e poderá afetar transportadoras como a Air China, China Eastern, China Southern e Xiamen Airlines.
O governo chinês dispõe agora de dois dias para responder antes de a regra poder entrar em vigor já no próximo mês.
Desde 2022, as companhias norte-americanas estão impedidas de sobrevoar a Rússia, após Moscovo ter bloqueado o espaço aéreo a operadores dos EUA e da Europa em resposta às sanções impostas pela invasão da Ucrânia.
Se aprovada, esta medida poderá alterar significativamente as rotas transpacificas e aumentar os custos operacionais das companhias chinesas.
