A ITA Airways continua a enfrentar constrangimentos operacionais resultantes da crise global dos motores Pratt & Whitney GTF, que tem afetado sobretudo as famílias Airbus A220 e A320neo.
Segundo declarações do CEO Joerg Eberhart ao Corriere.it, cerca de 20 aeronaves da frota da companhia italiana estão paradas, o que equivale a um quinto da frota total de 101 aviões. Apesar de uma ligeira melhoria no primeiro semestre de 2025, a situação continua a impactar significativamente o dia a dia da transportadora.
Situação financeira e apoio da Lufthansa
A ITA Airways apresentou nos primeiros seis meses de 2025 um EBIT negativo de 46 milhões de euros e contratos de leasing que ascendem a 50 milhões de euros. No entanto, a administração mostra-se otimista graças à entrada da Lufthansa, que já detém 41% do capital, assumindo maior controlo estratégico no desenvolvimento do negócio em Itália.
Dados da frota afetada
A220: 8 unidades paradas (cerca de 30% da frota deste modelo).
A320: 9 unidades paradas (1 A320-200 e 8 A320neo).
A321neo: 2 unidades paradas (em 7).
A330neo e A350: sem impacto reportado.
Com uma frota jovem (média de 6,5 anos), a ITA tem apostado em modernização e eficiência após suceder à Alitalia, mas enfrenta os mesmos desafios de várias companhias mundiais, que veem os seus aviões em terra devido à fiabilidade dos motores GTF.
O problema deverá manter-se até ao final da década, segundo especialistas do setor, prolongando a pressão sobre companhias como a ITA Airways.
