A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) anunciou que, a partir de 29 de setembro de 2025, irá permitir que a Boeing volte a emitir, de forma limitada, certificados de aeronavegabilidade para aeronaves dos modelos 737 MAX e 787 Dreamliner.

Segundo a FAA, esta decisão surge após uma revisão minuciosa da qualidade de produção da Boeing e permitirá uma maior eficiência na certificação, sem abdicar da segurança.

“A FAA só permite este avanço porque tem confiança de que pode ser feito com segurança. A retomada limitada da delegação vai permitir que os inspetores da FAA reforcem a vigilância durante o processo de fabrico, observando fases críticas de montagem, analisando tendências e garantindo que o trabalho da Boeing cumpre o projeto aprovado e os requisitos de engenharia”, refere o comunicado oficial.

Supervisão alternada e reforçada

A emissão de certificados passará a ser alternada semanalmente entre a FAA e a Boeing.

A agência sublinha que esta medida permitirá concentrar inspetores em pontos críticos da linha de produção e monitorizar também a cultura de segurança da fabricante, assegurando que os trabalhadores possam reportar problemas sem receio de retaliação.

Contexto

A Boeing perdeu a possibilidade de auto-certificar o B737 MAX em 2019, após os acidentes da Lion Air e da Ethiopian Airlines, e o B787 em 2022, devido a falhas de produção.

Em junho de 2025, a FAA renovou por três anos a autorização organizacional (ODA) da Boeing, permitindo à empresa desempenhar certas funções de certificação sob supervisão direta da agência.