A companhia aérea brasileira GOL Linhas Aéreas anunciou oficialmente o fim das negociações de fusão com a sua rival Azul Linhas Aéreas Brasileiras, encerrando assim o projeto que poderia dar origem ao maior grupo de aviação comercial do Brasil.

O anúncio foi feito esta sexta-feira, 26 de setembro, através de um comunicado da empresa-mãe da GOL, o grupo Abra, que informou a Azul da decisão de interromper as conversações, citando o Acordo de Confidencialidade assinado entre as partes em abril de 2024.

Apesar de ambas as companhias terem assinado um Memorando de Entendimento (MoU) em janeiro deste ano, manifestando interesse em avançar com a fusão — mesmo com a Azul em processo de reestruturação ao abrigo do Capítulo 11 da lei norte-americana de falências —, as negociações acabaram por não avançar. Segundo o comunicado, não houve “progresso significativo” nas discussões ao longo dos últimos meses, devido à prioridade dada pela Azul ao seu processo de reorganização financeira.

A GOL referiu ainda que as condições sob as quais o memorando foi assinado, bem como a comunicação prévia ao Conselho Administrativo de Defesa Económica (CADE), já não refletem a realidade atual das duas empresas.

Apesar da decisão, o grupo Abra reiterou a sua convicção de que a fusão entre a GOL e a Azul continua a fazer sentido do ponto de vista estratégico e mantém-se disponível para eventuais conversações futuras com os principais intervenientes do setor.

A fusão teria criado o maior grupo aéreo do Brasil, ultrapassando a LATAM Airlines no mercado doméstico e internacional. A decisão de abandonar o processo representa um revés nas intenções de consolidação do setor aéreo brasileiro, marcado nos últimos anos por dificuldades financeiras e pelo impacto da pandemia.