O presidente executivo da Boeing, Kelly Ortberg, confirmou que o processo de certificação do Boeing 777X, o mais recente widebody da fabricante norte-americana, está novamente atrasado. Ortberg descreveu a fase ainda em curso como uma “montanha de trabalho” e reconheceu que a empresa está “claramente atrasada face ao plano inicial”.

As declarações foram feitas a 11 de setembro, durante a conferência anual do Morgan Stanley Laguna, nos Estados Unidos. Segundo o responsável, não surgiram novos problemas técnicos, mas qualquer deslize no calendário do programa 777X tem “um impacto financeiro significativo”, dado que a Boeing já acumula vários milhares de milhões de dólares em prejuízos relacionados com este modelo.

Atualmente, cinco aeronaves participam na campanha de testes, retomada em janeiro de 2025 após uma paragem de cinco meses motivada por danos detetados no thrust link, componente que liga o motor à estrutura do avião. Esse incidente, identificado em agosto de 2024, levou à suspensão temporária de todos os voos de ensaio.

Apesar das dificuldades, Ortberg sublinhou que a procura pelo novo avião permanece elevada. Em agosto deste ano, a Cathay Pacific encomendou 14 unidades adicionais, elevando o total de encomendas do programa para mais de 550 aeronaves.

A Boeing mantém como objetivo a primeira entrega do 777-9 em 2026, um marco que chegará seis anos mais tarde do que o inicialmente previsto, quando o programa foi lançado em 2013.