A criação de uma nova estrutura na área dos Recursos Humanos da TAP está a gerar críticas entre os trabalhadores. Num comunicado divulgado esta terça-feira, o Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (SITEMA) contestou a decisão da companhia de instituir a Direção de Estratégia de Recursos Humanos e Relações Laborais, em funções desde 1 de setembro.

Segundo o sindicato, esta alteração representa uma triplicação das chefias na mesma área. “Até janeiro de 2024, uma só pessoa acumulava Recursos Humanos e Relações Laborais. Depois, surgiram duas direções distintas. Agora, menos de dois anos depois, cria-se um terceiro cargo para chefiar os dois anteriores”, lê-se na nota.

O SITEMA considera que a medida transmite “uma mensagem errada, no momento errado”. Num tom crítico, o sindicato sublinha que, enquanto “o topo cresce 200%”, faltam chefias operacionais em estações, não se substituem quadros na Manutenção e Engenharia e aumentam os casos de acumulação de funções sem reforço de recursos.

“Mais estrutura não significa mais eficácia. Mais chefias não representam mais liderança. E enquanto se investe em cargos administrativos, quem mantém a empresa a funcionar continua a ser deixado para trás”.

O sindicato conclui que a prioridade deveria passar pelo “respeito pelos TMA”, defendendo que são estes profissionais que garantem a operacionalidade da companhia aérea.