A companhia aérea norte-americana Spirit Airlines entrou novamente com pedido de proteção contra falência ao abrigo do Capítulo 11, menos de um ano após ter concluído um processo semelhante. A transportadora de baixo custo anunciou que irá reduzir a frota e encolher a sua rede de rotas, numa estratégia para cortar “centenas de milhões” de dólares em custos anuais.

A Spirit tinha saído da última reestruturação em março, depois de aliviar a dívida e angariar novo capital. No entanto, continuou a enfrentar procura fraca no mercado doméstico dos EUA, custos elevados e pressão operacional.

Entre março e junho, a companhia registou um prejuízo de 257 milhões de dólares, em contraste com a previsão inicial de lucro de 252 milhões em 2025. “É necessária uma reestruturação mais profunda para estabilizar a companhia”, afirmou o presidente executivo, Dave Davis.

Maior companhia aérea de baixo custo dos Estados Unidos, a Spirit tem sido penalizada por excesso de capacidade no mercado doméstico, pelo impacto da retirada de motores da Pratt & Whitney e pelo colapso da tentativa de aquisição pela JetBlue, bloqueada pelas autoridades. Entretanto, a rival Frontier Airlines já anunciou 20 novas rotas para captar passageiros da Spirit.