O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) manifestou-se, nesta segunda-feira (18 de agosto), a favor do adiamento da privatização da TAP. A entidade argumenta que a transportadora aérea portuguesa atravessa uma fase positiva tanto a nível económico quanto operacional, e que a manutenção do controlo estatal é essencial para assegurar a continuidade da sua estratégia empresarial.
Em comunicado enviado à companhia, o sindicato sublinhou: “Defendemos que a empresa permaneça sob controlo público, garantindo-se assim a salvaguarda da sua estratégia em nome do país e preservação dos postos de trabalho, das competências técnicas resultantes da atividade da TAP e a manutenção das valências profissionais existentes”.
O SINTAC defende que “o processo de privatização poderia ser adiado, uma vez que, neste momento, a TAP apresenta boas condições económicas e operacionais”, acrescentando ainda que “o país precisa da TAP”.
O Governo deu início à abertura de até 49,9% do capital social da TAP, por meio de uma venda direta de referência de até 44,9% ao investidor selecionado e da disponibilização de até 5% aos trabalhadores da empresa.
De acordo com o decreto-lei recentemente publicado no Diário da República, o investidor privado poderá adquirir uma percentagem superior a 44,9%, caso os trabalhadores não exerçam o direito de compra sobre os 5% que lhes foram reservados.
