A LAM – Linhas Aéreas de Moçambique iniciou recentemente um processo de concurso público para o aluguer temporário de até cinco aviões, com o objetivo de reforçar sua capacidade operacional, atualmente limitada a apenas duas ou três aeronaves.
De acordo com uma nota divulgada no final de julho, em Maputo, a companhia aérea pretende contratar, preferencialmente, aeronaves do modelo Boeing 737-700. A iniciativa faz parte de um plano estratégico para responder à crescente procura por serviços aéreos, tanto a nível interno quanto regional, impulsionada por grandes projetos nos setores da energia, petróleo, gás e turismo.
O concurso está aberto a empresas, nacionais e internacionais, interessadas em fornecer aeronaves em regime de wet lease – modelo que inclui não só o avião, mas também tripulação, manutenção e seguro. As propostas podem ser submetidas até o dia 22 de agosto.
A LAM encontra-se atualmente em pleno processo de reestruturação, após enfrentar vários anos de dificuldades operacionais e falta de investimento. No dia 13 de maio, o Instituto de Gestão das Participações do Estado (Igepe) anunciou mudanças significativas na administração da companhia, substituindo a direção anterior por uma comissão de gestão liderada por Dane Kondic, ex-CEO da Air Serbia e da Euro Atlantic Airways.
Essas alterações foram formalizadas durante uma assembleia-geral extraordinária, no contexto do plano de revitalização da transportadora estatal. Também foi definido um novo conselho de administração não executivo, integrado por representantes de três empresas públicas que recentemente se tornaram acionistas da LAM: Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Empresa Moçambicana de Seguros (Emose).
A consultora Knighthood, contratada para apoiar o processo de reestruturação, assumiu em maio o compromisso de estabilizar e reposicionar a companhia no prazo de três meses. Segundo a empresa, seu papel é auxiliar o Governo de Moçambique na recuperação da LAM e na reestruturação mais ampla do setor de aviação civil no país. Como parte desse processo, foi lançado em junho um concurso para a contratação de até cinco aeronaves Boeing 737-700.
