A Boeing anunciou a entrega de 150 aviões comerciais durante o segundo trimestre de 2025, um resultado que impulsionou um crescimento de 35% nas receitas, totalizando 22,749 mil milhões de dólares. Apesar da melhoria operacional, a empresa norte-americana continua a registar prejuízos, encerrando o trimestre com um resultado negativo de 176 milhões de dólares.
Os dados, divulgados recentemente, revelam que a produção do modelo 737 atingiu o limite de 38 unidades mensais, conforme estabelecido pelas autoridades reguladoras dos Estados Unidos. Ainda assim, os números representam um avanço face ao desempenho registado em igual período de 2024, quando a Boeing reportou perdas operacionais de 1,090 mil milhões de dólares.
A margem operacional da empresa situou-se em -0,8%, uma melhoria considerável face aos -6,5% do segundo trimestre do ano anterior. Já a receita líquida foi de 612 milhões de dólares, um decréscimo em relação aos 1,439 mil milhões obtidos no mesmo intervalo de 2024.
Comparando com o primeiro trimestre de 2025, a Boeing também apresentou progressos: as receitas subiram 26%, passando de 33,435 mil milhões para 44,245 mil milhões de dólares. As receitas operacionais ascenderam a 285 milhões de dólares, uma recuperação face ao prejuízo de 1,176 mil milhões registado no mesmo período do ano anterior. A margem operacional neste caso passou de -3,5% para 0,7%.
Apesar de ainda apresentar um prejuízo líquido semestral de 643 milhões de dólares, os resultados representam uma melhoria substancial em relação aos 1,794 mil milhões negativos registados na primeira metade de 2024, sinalizando que a Boeing começa finalmente a recuperar terreno após vários trimestres marcados por dificuldades operacionais e financeiras.
