Lisboa, 22 de julho de 2025 — A Ryanair anunciou um lucro após impostos de 820 milhões de euros no primeiro trimestre fiscal de 2025 (que terminou em junho), mais do que duplicando os 360 milhões registados no mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado por um aumento de 4% no número de passageiros, que atingiu os 57,9 milhões, e por um crescimento de 21% nas tarifas médias, favorecido pelo forte movimento durante a Páscoa e pela procura de reservas de última hora.

A receita total da companhia aérea irlandesa aumentou 20%, atingindo os 4,34 mil milhões de euros, enquanto os custos operacionais subiram apenas 5%, para 3,42 mil milhões de euros. Este controlo de custos deve-se, em parte, à posição favorável da Ryanair no mercado de combustíveis, estando já com 85% do consumo de combustível para o ano fiscal de 2026 protegido a 76 dólares por barril.

O CEO do grupo, Michael O’Leary, destacou a crescente vantagem competitiva da companhia em termos de custos e a sua resiliência operacional. A Ryanair conta atualmente com 181 aeronaves Boeing 737 “Gamechanger”, mais eficientes em termos de combustível, e adquiriu recentemente 30 motores CFM LEAP adicionais, com vista a reforçar a fiabilidade da frota. Esta expansão permitirá um crescimento de 3% no tráfego este ano e sustenta a ambição da empresa de atingir os 300 milhões de passageiros anuais até ao ano fiscal de 2034.

Durante o verão, a companhia vai operar mais de 2.600 rotas, incluindo 160 novas ligações. O’Leary prevê que a capacidade de voos de curta distância na Europa continuará limitada até, pelo menos, 2030, o que favorecerá a estratégia de crescimento da Ryanair.

Apesar de manter uma perspetiva cautelosamente otimista quanto à recuperação da maior parte das quebras nas tarifas registadas no ano passado, a empresa admite que fatores externos, como tensões geopolíticas e os contínuos problemas no controlo de tráfego aéreo europeu, podem afetar os resultados do exercício completo.