A Ryanair reiterou esta semana o apelo ao Governo português para que intervenha com urgência na resolução dos atrasos registados nos controlos fronteiriços nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, que terão levado, segundo a transportadora, à perda de voos por parte de mais de 120 passageiros no passado fim de semana.

De acordo com a companhia aérea, entre os dias 11 e 13 de julho, centenas de passageiros enfrentaram tempos de espera superiores a uma hora e meia para passar o controlo de passaportes, situação que afetou tanto quem tentava embarcar como quem acabava de chegar ao país.

A Ryanair atribui os atrasos à “escassez de pessoal nos postos de controlo”, enquanto o Sistema de Segurança Interna (SSI) justifica os constrangimentos com a introdução de novos sistemas tecnológicos implementados em maio, que exigem verificações adicionais e uma adaptação gradual por parte dos operadores.

Elena Cabrera, diretora de comunicação da companhia em Portugal, criticou a inação do Governo, acusando-o de não ter tomado “medidas eficazes” para mitigar o impacto destas falhas operacionais. “Estas interrupções constantes estão a afetar negativamente o turismo e a reputação de Portugal, precisamente na altura de maior procura do ano”, alertou.

Já em junho, a Ryanair tinha chamado a atenção para situações semelhantes, referindo que mais de 270 passageiros perderam os voos devido a demoras no controlo de fronteiras nos três principais aeroportos portugueses.

O SSI sublinha que as novas exigências de verificação de segurança, incluindo consultas a bases de dados internacionais, visam reforçar a proteção das fronteiras externas da União Europeia, sendo expectável um período de transição até à plena normalização do processo.