O piloto do helicóptero que se despenhou no rio Douro em agosto de 2024 foi formalmente constituído arguido no âmbito das investigações em curso. O acidente resultou na morte de cinco militares da GNR.
No decurso das diligências levadas a cabo pelo Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, foram efetuadas buscas em domicílios e noutros locais. Durante a operação, foi apreendido material considerado relevante para o processo.
O comandante da aeronave, com 46 anos de idade, está agora indiciado por suspeitas de condução perigosa de veículo aéreo e homicídio por negligência. Após o primeiro interrogatório judicial, foram-lhe impostas medidas de coação, incluindo a suspensão das suas funções e a proibição de contactar testemunhas do inquérito.
A Polícia Judiciária esclarece que a investigação está a ser realizada em articulação com diversas entidades, entre as quais a Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a Força Aérea e a Autoridade Nacional de Aviação Civil.
O acidente ocorreu quando o helicóptero, que tinha sido mobilizado para combater um incêndio em Baião, regressava à base em Armamar. O piloto foi o único sobrevivente.
