TAP A330

O Governo aprovou, esta quinta-feira, o decreto-lei que inicia o processo de reprivatização da TAP e no qual pretende alienar, numa primeira fase, 49,9% do capital da companhia aérea, anunciou o primeiro-ministro, Luís Montenegro.

O primeiro-ministro fez uma declaração aos jornalistas na residência oficial em São Bento, a meio da reunião do Conselho de Ministros, sem direito a perguntas.

O objetivo é que “44,9% seja para um investidor e 5% para trabalhadores”, detalhou Montenegro. 

Montenegro detalhou que “haverá muitos interessados” e remeteu mais detalhes para explicações que serão dadas pelos ministros das Finanças e das Infraestruturas hoje à tarde.  

Montenegro garantiu, ainda assim, que “se nenhuma proposta para a TAP for relevante, há a possibilidade de suspendermos a reprivatização”.

De recordar que a reprivatização da TAP foi suspensa na sequência da queda dos dois últimos governos.

Originalmente estatal, a companhia aérea de bandeira foi parcialmente privatizada em 2015, sendo que esse processo foi no ano seguinte revertido pelo Governo socialista de António Costa, quando o Estado recuperou 50% da empresa sob críticas de exposição financeira.

Já no ano passado, o executivo liderado pelo atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou a intenção de lançar o processo de reprivatização em 2025, com alienação de participações minoritárias, estando desde então a negociar com gigantes europeus como Air France KLM, Lufthansa e IAG.

A argumentação do Governo para tais termos centra-se na necessidade de garantir o ‘hub’ de Lisboa e as principais rotas estratégicas, ao mesmo tempo que se pretende recuperar cerca de 3,2 mil milhões de euros injetados pelos contribuintes durante a pandemia de covid-19.