A China Airlines revelou a intenção de expandir de forma significativa a sua frota, prevendo adquirir até 13 novos aviões da Airbus, num investimento avaliado em cerca de 1,86 mil milhões de euros. A proposta, já ratificada pelo conselho de administração da transportadora, foi oficialmente comunicada à Bolsa de Taipé no dia 25 de junho de 2025. O plano contempla a incorporação de cinco Airbus A350-900 e oito A321neo, reforçando assim a presença da fabricante europeia na operação da companhia.

Segundo a informação disponibilizada, pelo menos cinco das unidades A321neo deverão ser obtidas através da empresa de leasing Aircraft Lease Corporation (ALC), embora os termos do contrato ainda estejam em fase de finalização. Esta expansão surge na sequência de encomendas anteriores feitas em dezembro de 2024, que incluíram 10 Airbus A350-1000, 10 Boeing 777-9 e quatro cargueiros Boeing 777-8F — estes últimos com contrato formalizado em maio de 2025.

Medidas para compensar atrasos nas entregas

Para além das novas aquisições, a companhia prevê prolongar a utilização de algumas aeronaves mais antigas, como forma de colmatar os atrasos nas entregas dos modelos Boeing 787-9 e 787-10. Estes aviões foram encomendados no Salão Aeronáutico de Paris em 2023, num total de 24 unidades.

Este movimento enquadra-se num contexto de forte atividade no setor da aviação comercial em Taiwan. Em março de 2025, a EVA Air — principal rival da China Airlines — anunciou a aquisição de seis A350-1000 e três A321neo. Já a Starlux Airlines reforçou a sua aposta no segmento intercontinental com a compra de 10 A350-1000, também durante o Salão de Paris de 2025.

Modernização da frota com foco na eficiência

A estratégia da China Airlines passa por modernizar e tornar mais eficiente a sua frota, com aposta clara nos modelos A350 e A321neo, que oferecem melhores desempenhos em termos de consumo de combustível e sustentabilidade ambiental. Os A321neo destinam-se a rotas regionais e de elevada frequência, enquanto os A350-900 e A350-1000 serão integrados em ligações de longo curso.

Com esta renovação, a transportadora procura não só acompanhar o aumento da procura, mas também posicionar-se de forma competitiva no panorama asiático e nas ligações transcontinentais. Esta decisão estratégica sublinha ainda a confiança da companhia na retoma contínua do tráfego aéreo internacional.