A TAP SGPS (atual SIAVILO) falhou o pagamento de 177 milhões de euros à Azul, que devia saldar até 23 de junho em reembolso antecipado de obrigações emitidas em 2016. O atraso acionou uma deliberação de default em assembleia de obrigacionistas de 15 de abril, deixando o valor imediatamente exigível.

O total devido era de cerca de 235 milhões de euros — 176,9 milhões para a Azul, e 58,6 milhões para a Parpública — correspondentes a capital mais juros. A TAP SGPS, hoje denominada de SIAVILO, já não detém ativos — foi esvaziada e ficou sem órgãos sociais entre março e junho. Os capitais próprios são negativos em cerca de 1,34 mil milhões de euros.

A dívida deverá agora ser executada nos tribunais pela Bondholders, representante dos obrigacionistas — ou, em sua falha, pela própria Azul. Caso o Estado tenha de pagar, o apoio público total à TAP pode aumentar dos atuais 3,431 mil milhões para 3,608 mil milhões de euros.

A Azul contestou publicamente a cisão entre a “TAP má” (SGPS/​SIAVILO, sem ativos) e a futura “TAP boa” (TAP SA), alegando discriminação de credores privados — uma situação que pode comprometer o processo de privatização em curso.