A companhia aérea espanhola Iberia poderá vir a integrar aviões A330-900neo à sua frota de longo curso, no âmbito do plano de crescimento delineado até 2030. A transportadora prevê aumentar a sua frota de longo curso das atuais 45 aeronaves para cerca de 70, num investimento estimado em mais de 6 mil milhões de euros ao longo dos próximos cinco anos.
A decisão surge na sequência de uma encomenda recente do grupo IAG (International Airlines Group), proprietário da Iberia, que inclui 21 A330-900neo, 32 Boeing 787-10, além de várias opções firmes por Airbus A350 e Boeing 777-9. Parte destas aeronaves será distribuída pelas companhias do grupo, entre as quais a Iberia.
Segundo o plano estratégico “Flight Plan 2030”, a Iberia irá reforçar a sua presença no segmento de longo curso com novos Airbus A350-900, A321XLR e, potencialmente, os A330neo. Este reforço visa também a abertura de novas rotas para destinos como Toronto, Filadélfia e Monterrey.
Paralelamente, a companhia dará continuidade ao processo de renovação da frota de curta e média distância, substituindo os aviões mais antigos — como os A319, A320 e A321ceo, com idades médias entre 17 e 21 anos — por modelos mais modernos da família A320neo e A321neo.
Contrariando rumores recentes, a Iberia confirmou que não prevê encerrar a sua subsidiária de baixo custo, Iberia Express. De acordo com declarações do presidente da companhia, Marco Sansavini, à agência EFE, a Express continua a ser um “pilar essencial” na operação de curta e média distância. No entanto, reconheceu que a subsidiária “não tem registado o crescimento desejado”, pelo que a sua expansão será limitada no futuro próximo.
Como parte da transformação da companhia até 2030, a Iberia planeia mudar a sua sede para a futura “Ciudad Iberia”, um novo complexo empresarial junto ao aeroporto Madrid-Barajas. O investimento previsto ronda os 600 milhões de euros. Esta expansão implicará também o recrutamento de cerca de mil novos colaboradores por ano, ao longo dos próximos cinco anos.
A aposta da Iberia na renovação da frota, expansão de destinos e consolidação operacional insere-se num contexto de forte competição e transformação no sector da aviação europeu.
